As seguradoras poderão cobrir 80 milhões de euros dos prejuízos provocados pelas enxurradas na Madeira no passado 20 de Fevereiro. Esta é a última estimativa da Associação Portugueses de Seguradores (ASP), que considera o número de coberturas “pequeno para a dimensão da tragédia”, disse ontem o presidente da ASP Pedro Seixas Vale.
Os números ficam aquém do último balanço da catástrofe, com 42 mortos, 600 desalojados e prejuízos de 1,4 mil milhões de euros. Em 110 mil habitações, apenas um terço tem seguro, informou ontem a associação, uma taxa de cobertura inferior à do continente (50%) e à da Europa (70% a 90%). Logo após a catástrofe, a APS comprometeu-se a agilizar as indemnizações e explica agora que as seguradoras estão dispostas a cumprir com todos os contratos de seguros, mesmo em situações com anexos ou modificações não autorizadas nas habitações.
Apenas um terço das casas têm seguro. APS diz que a cobertura é pequena perante a dimensão da tragédia
De acordo com a APS, 54 milhões de euros dizem respeito a comércio e indústria, com 616 participações. Houve 454 participações relacionadas com casas, com uma cobertura estimada em 4 milhões de euros. Foram ainda accionados um seguro de vida e 11 seguros de acidentes de trabalho e pessoais. No caso do seguro automóvel, houve 79 participações de danos provocados por fenómenos da natureza. Pedro Seixas Vale sublinhou que, apesar de os pagamentos estarem a ser rápidos em algumas situações, outras que envolvem a reconstrução ou danos em infra-estruturas poderão demorar mais tempo a ser resolvidas pelas seguradoras.
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